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O último bilhete: uma história real sobre amizade, orgulho e o tempo que não volta


Era uma vez dois amigos.

Não eram apenas amigos. Eram alma e corpo em perfeita sintonia. Riam das mesmas coisas, sonhavam os mesmos sonhos, dividiam o mundo em dois: o deles, e o resto.

Mas, como na vida quase sempre acontece, algo pequeno demais para ser importante — e ao mesmo tempo grande demais para ser esquecido — os separou.

E os anos passaram.

Eu nunca mais soube dele. Até ontem.

Estava andando pela rua quando vi uma senhora. A reconheci na hora. Era a mãe dele. Nos cumprimentamos, e com um sorriso de saudade no rosto, perguntei por meu velho amigo.

Foi então que seus olhos se encheram de lágrimas. Ela me olhou profundamente e disse, com a voz trêmula:

— Ele morreu ontem...

Fiquei mudo. Sem palavras. O tempo parou ali.

Ela, ainda com os olhos marejados, me convidou para ir até sua casa. Aquela mesma onde passamos tantas tardes jogando conversa fora, rindo por nada, fazendo planos para o futuro que nunca veio.

Sentei-me na sala onde crescemos juntos. Tudo estava igual, menos o vazio.

Ela começou a contar:

— Há dois anos, ele foi diagnosticado com uma doença rara. Para sobreviver, precisaria receber transfusões de sangue todos os meses, por três meses seguidos. Mas... você lembra que o sangue dele era muito raro?

Assenti com a cabeça. Era exatamente o mesmo que o meu.

— Ele dizia que só aceitaria sangue de uma única pessoa: você. Mas não quis que fôssemos te procurar. Todas as noites ele repetia:

“Não o procurem. Tenho certeza que amanhã ele virá…”

E assim foram passando os meses…
Todas as noites, ele se sentava exatamente aí onde você está agora, e orava:

“Senhor, faz meu amigo lembrar de mim. Que ele venha amanhã…”

Mas o amanhã nunca chegou.

No seu último dia, ele estava muito fraco, mas sorriu e disse:

— Mãe, eu sei que meu amigo vem logo… pergunta a ele por que demorou tanto, e entrega esse bilhete que está na minha gaveta.

Ela se levantou, foi até o quarto e voltou com um envelope.

Abri com mãos trêmulas. Lá dentro, com a letra dele ainda viva no papel, estava escrito:


“Meu amigo,
Eu sabia que virias.
Demoraste um pouco, mas tudo bem… o importante é que vieste.

Agora, estou te esperando em outro lugar. E espero, de verdade, que demores a chegar aqui.

Ah! Você se lembra por que nos afastamos?
Sim… foi porque eu não quis te emprestar minha bola nova, rsrs. Que tempos, hein?

Éramos insuportáveis — e incríveis.
Pois bem, a bola agora é sua. De presente.
Espero que gostes.

Amo você.
Teu amigo de sempre… e para sempre.”


“Não deixes que o orgulho fale mais alto que o coração…
A amizade é como o mar: conseguimos ver onde começa, mas nunca onde termina.”



Se você tem um amigo que se distanciou por besteira, não espere o tempo levar mais do que já levou. O orgulho pode custar caro. Às vezes, pode custar uma vida.



Se esta história tocou seu coração, compartilhe com alguém que você ama. Às vezes, uma simples mensagem pode ser o reencontro que faltava.

Comentários

  1. Bom dia "que história.....;acho que todos nos temos né kkkque o senhor realmente nos de sabedoria para contar o tempo e encontrar (em nos)corações sabios .... a vida e como um sopro breve se vai ...

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